segunda-feira, 24 de agosto de 2020

14 pessoas trans foram mortas no Ceará em 2020; 4 só em agosto

O T de transgênero guarda não só a força de ser das pessoas que assim se reconhecem, ele suprime a tristeza do abandono provocado pela sociedade, a tensão de não conseguir uma colocação no mercado de trabalho e o terror de ser assassinado em qualquer rua em meio à violência e ao preconceito.

Apenas no mês de agosto, foram contabilizados quatro homicídios de mulheres transexuais ou travestis, quase um terço de todos os registros levantados pelo Sistema Verdes Mares (SVM). Até a publicação desta reportagem, pelo menos 14 pessoas trans morreram vítimas de crimes violentos letais. Todos os casos confirmados com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), mas as motivações para tais crimes ainda estão sob apuração.

Os registros deste ano já são superiores ao que foi observado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) em todo o ano passado no Ceará. De janeiro a dezembro de 2019, a entidade contabilizou 11 homicídios cujas vítimas eram da população T. O número não só preocupa, mas é um alarme que precisa soar forte na gestão da Segurança Pública do Estado.

Informações do Diário do Nordeste.

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