Agente penitenciário levaria armas e daria apoio a fuga de presos - Revista Camocim

terça-feira, 16 de junho de 2020

Agente penitenciário levaria armas e daria apoio a fuga de presos


Um agente penitenciário foi contratado por uma facção criminosa local para levar celulares e armas de fogo para dentro de um presídio na Região Metropolitana (RMF) e para dar apoio a uma fuga de detentos. Mas o esquema criminoso foi descoberto pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará (CGD) e pela Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará (SAP) antes dos presos receberem as armas.

A Delegacia de Assuntos Internos (DAI), da CGD, cumpriu um mandado de busca e apreensão - expedido pela Justiça Estadual - contra o servidor Milton Oliveira Martins Neto, em uma residência no Município de Itapajé, na última terça-feira (9), para colher documentos e mídias que colaborem com a investigação.

Milton Neto terminou preso em flagrante por não estar na posse da arma funcional. A pistola calibre 380 estava com um comerciante da região, que apresentou a arma à Polícia Civil minutos depois. O agente penitenciário pagou fiança de R$ 1,5 mil e foi solto, para responder em liberdade pela prática criminosa de emprestar arma de fogo de uso permitido, além da suspeita de corrupção passiva.

Ao ser interrogado na DAI, o policial penal confessou que começou a fazer os "corres" (trabalhos ilegais) no Instituto Penal Professor Olavo Oliveira (IPPOO) II, em Itaitinga, em janeiro deste ano, para sustentar o vício em apostas de jogos de futebol. Ele recebia R$ 2 mil por cada celular que levava para dentro do cárcere.

O pagamento chegou a ser feito através de transferência bancária para a conta da namorada de Milton, mas depois o dinheiro passou a ser entregue em espécie, por esposas de detentos, em um shopping localizado no bairro Papicu, em Fortaleza. O agente penitenciário afirmou que realizou três negociações, sendo que uma delas rendeu R$ 16 mil (equivalente ao valor da entrega de oito celulares). Os contatos do servidor eram duas lideranças da facção.

Informações do Diário do Nordeste.

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