segunda-feira, 1 de julho de 2019

Dificuldades à beira mar

"Acomodada no colo da Prefeitura, a Câmara Municipal nunca reage"


Jijoca de Jericoacoara, cidade criada de chão desmembrado de Acaraú, quando da administração do prefeito Duquinha, vive tempos difíceis depois de passar por tumultuados mandatos prefeiturais. Com o crescimento internacional e a fama mundial da praia de Jericoacoara, que eu mostrei ao mundo pela primeira vez na televisão, em reportagem que fiz para o Fantástico, da Rede Globo, todo mundo cresceu os olhos pra praia e pra sede do município. Na praia, em Jeri, já quase não se fala português. Os empresários são basicamente todos estrangeiros e não se sabe como, quando ou de que chegaram ao lugar. A origem de seus dinheiros e se suas certidões seriam negativas junto à imigração brasileira. Na sede, prefeitos se sucedem e, de vez em quando, provocam pepinos pro povo descascar. Agora, por exemplo, pra entrar em Jeri, o nativo tem de mostrar identidade de que nasceu lá. Tudo porque o não-nativo tem de pagar 5 reais por dia pra chegar à velha Jeri e sua pedra furada. Aliás, essa taxa está prestes a saltar pra 20 reais conforme corre pelas mal tratadas ruas da vila. Acomodada no colo da Prefeitura, a Câmara Municipal nunca reage. Ao contrário, pactua, na atualidade, com o que demanda da Viúva e faz o que lhe mandam do Paço. É um triste exemplo de tantos outros municípios que vivem a reboque da grana e do Poder Executivo, quando não, de liderança forte e esmagadora do tipo ou tá comigo ou tá “contramigo”.

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