sexta-feira, 7 de junho de 2019

Diferença do caso do prefeito cassado de Campinas com o da prefeita Monica: lá o MP agiu, o daqui, não!

Prefeito de Campinas contratou irregularmente 1.851 servidores. Monica Aguiar contratou mais de 3000 e ainda permanece no cargo.


Tudo o que o Ministério Púbico e a Justiça do Estado de São Paulo disse e fez com o  prefeito de Campinas pode ser atribuído também a prefeita de Camocim e ao seu esposo o deputado estadual Sérgio Aguiar. O prefeito da cidade paulista teve seu mandato cassado por ter contratado irregularmente 1.851 servidores. A desembargadora Silvia Meirelles, relatora do recurso do Ministério Público do Estado, afirmou que Jonas Donizette criou um ‘cabide de empregos’ no Executivo. (Confira o caso AQUI)

A única diferença do caso do prefeito de Campinas com o de Camocim é que: em Camocim o Ministério Público Estadual, na pessoa do Promotor de Justiça Dr. Evânio Matos, apesar da denuncia oferecida pelos vereadores da oposição, ainda não fez nada referente aos mais de 3000 (três) contratados pela prefeita Monica, em pleno período eleitoral, para beneficiar a campanha eleitoral do seu esposo o deputado estadual Sérgio Aguiar.

Pergunta-se: por acaso existem dúvidas, diante da farta documentação, que em Camocim a prefeita Monica também não tenha criado um cabide de emprego?, a prefeita Monica não teria também instaurando um "efetivo patrimonialismo durante o seu mandato?".

A corrupção na máquina pública atinge gravemente a vida de todos os moradores de um município. É um atentado contra a dignidade humana, que prejudica  principalmente os mais pobres, que ficam  sem saúde pública, sem educação de qualidade, sem infraestrutura e sem emprego. Priorizar o combate a essa tipo de crime tem sido,  nos últimos anos, o forte apelo da população, que tem tomado de conta das ruas protestando, cobrando os políticos e os órgãos da Justiça.

É impressionante o fato de que em Camocim escândalos por cima de escândalos denunciando a corrupção na máquina pública, envolvendo a gestão Monica Aguiar, não chegue sequer a uma denuncia consistente. O promotor estaria sem tempo, com preguiça, desídia ou que?

Carlos Jardel

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