segunda-feira, 15 de abril de 2019

Semana Santa: o que Celebrar?

No Domingo de Ramos a Igreja faz memória da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Ele é acolhido e proclamado o Messias, o Ungido de Deus.

A liturgia deste dia exprime dois sentimentos:

1º - de alegria: Com a benção e procissão de ramos lembramos o cortejo triunfal que acompanhou o Salvador ao entrar em Jerusalém.

2º - de tristeza: Com a Missa contendo a leitura e salmos relativos ao doloroso acontecimento da Paixão de Nosso Senhor.

Tríduo Pascal - Paixão, Morte e Ressurreição

Na Quinta-feira Santa – A Páscoa da Ceia.

Na Quinta-feira Santa, no entardecer, a Igreja celebra a instituição da Eucaristia (cf. Mt 26, 17-29; 1 Cor 11, 23-26), com uma Missa festiva, em que recorda que a entrega de Cristo por nós deve converte-se em serviço que prestamos uns aos outros. Daí o motivo e razão pela qual nos encenamos o ritual do “lava-pés” (cf. Jo 13, 1-20). Na conclusão da celebração, os cibórios contendo as hóstias consagradas são levadas para um lugar dignamente preparado para a vigília, onde Jesus Eucarístico é adorado até meia noite. Terminada a comunhão deste dia a Igreja vive o silêncio, a entrega total de Jesus que desemboca em sua morte na Cruz.

Na Sexta-feira – A Páscoa da Cruz

Na Sexta-feira da Semana Santa a Igreja celebra a morte de Cristo, seguindo de seu sepultamento (cf. Mt 26, 30-27, 65). Neste dia não se celebra a Missa e sim uma solene liturgia da Palavra, na qual se adora a Cruz de Jesus e se reza pela Igreja e pelo Mundo (Oração Universal). A Eucaristia, guardada da Celebração da Missa da Quinta-feira Santa é distribuída no final da Celebração. Dia de silêncio, jejum e interiorização. A Sexta-feira Santa é caracterizada pela reflexão sobre o amor incondicional de Deus por nós. Porque nos ama com um amor eterno, Jesus assume até as ultimas consequências o anúncio da Boa Nova da Salvação, inclusive sendo condenado apesar de ser inocente, e morrendo na Cruz, embora tendo passado fazendo apenas o bem (cf. At 10, 38).

No Sábado Santo – Páscoa da Ressurreição

Na noite de sábado a Igreja celebra a Grande Vigília – mãe de todas as outras, soleniza com alegria a esperança da Ressurreição do Senhor. Em clima de alegre espera, a Igreja aguarda com expectativa, e já celebra, alegrando-se com a Vitória da vida sobre a morte, do dia sobre a noite, da luz sobre as trevas, da graça sobre o pecado. Nesta celebração, realiza-se o rito do fogo e do círio (inicio da vigília), o anúncio da Ressurreição, a proclamação das leituras (liturgia da Palavra), o rito batismal e a liturgia eucarística. 

No Domingo de Páscoa – Ressurreição do Senhor

No Domingo de Páscoa da Ressurreição a Igreja dá continuidade ao que foi celebrado na Vigília. As orações e leituras proclamadas do dia fazem memória do túmulo vazio, da surpresa e da alegria dos discípulos e discípulas ao terem as primeiras noticias de que, no poder do Pai, o Filho vencera a morte para sempre (cf. Mt 28, 1-20). É o Domingo dos domingos, a Solenidade das solenidades.

“Acolhamos a graça da Ressurreição de Cristo! Deixemo-nos renovar pela misericórdia de Deus, deixemo-nos amar por Jesus, deixemos que a força do seu amor transforme também a nossa vida, tornando-nos instrumentos desta misericórdia, canais através dos qual Deus possa irrigar a terra, guardar a criação inteira e fazer florir a justiça e a paz”.

Uma Santa e frutuosa Páscoa!

Texto enviado ao blog pelo Frei Deusimar (foto) pároco da Paróquia São Francisco das Chagas de Camocim.

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