segunda-feira, 15 de abril de 2019

Sem politica pública eficiente, prefeitura ajuda a colocar a corda no pescoço de muita gente

Camocim ainda não tem uma politica pública de saúde mental eficiente, capaz de intervir na problemática que tem ceifado a vida de muitas pessoas: o suicídio. 

Basta olhar para os Centros de Atenções Psicossociais, conhecidos como CAPS I e II, que funcionam numa precaridade enorme, com constantes desligamentos de funcionários, médicos, psiquiatras, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais -  estes que, inclusive, já são poucos nas outras áreas da saúde -. Além disso falta medicamentos constantes. 

Resumindo: o Município mal dispõe do atendimento básico de saúde mental. E sem profissionais, sem medicamentos e sem infraestrutura adequada, É IMPOSSÍVEL realizar qualquer trabalho sério, contínuo e eficiente. É IMPOSSÍVEL desenvolver uma politica pública capaz de enfrentar a problemática na perspectiva de diminuir os índices de mortes por suicídio. E não tem como ignorar o fato de que o suicídio em Camocim é um PROBLEMA GRAVE, é um caso de saúde pública, da qual não se trata apenas com medidas paliativas, como tem sido algumas campanhas praticamente invisíveis. 

Somando-se a tudo isso, temos outras questões que se somam a tudo isso, como, por exemplo, a falta de emprego e de perspectivas para jovens, adultos e até mesmo idosos, atingindo em cheio os da camada mais pobre da população. Ou seja, estamos diante  de um claro abandono do poder público municipal, que não tem alimentado de esperanças a vida das pessoas, pelo contrário, tem amedrontado-as com um conjunto de situações que tem deixado o município num estado de depressão. 

Para o bem da verdade, a problemática do suicídio é uma questão existencial de profunda complexidade, e a raiz desta doença não está apenas na relação politica do individuo com a sociedade, por tanto, o problema  não se resolverá apenas pelo serviço público, é preciso que todo o conjunto de instituições da sociedade se mobilize para esse fim: igrejas, associações, sindicatos e as famílias. Compete ao Município criar ou fortalecer a politica de saúde pública mental e oferecer todos os recursos necessários para isso. 

Não é uma tarefa fácil, mas a negligência do poder público tem ajudado a colocar a corda no pescoço de muita gente.

Carlos Jardel

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