segunda-feira, 11 de março de 2019

Ridícula e desonesta dramatização!

Olhando para a foto do vereador César Veras, Presidente da Câmara, adentrando a Igreja Matriz de Bom Jesus dos Navegantes com a bandeira do Estado do Ceará, durante a celebração eucarística que marcou a abertura da Campanha da Fraternidade deste ano, digo que lhe faltou não apenas o senso do ridículo, mas também a minima instrução litúrgica, tanto da parte dele como da parte de quem orientou o momento.

A intenção da CF é cobrar politicas públicas. E sendo assim, César Veras, e a instituição que ele representa,  deveria ter sido cobrado e não bajulado.  

Como já falamos em postagem anterior o agente politico, no âmbito dessa celebração litúrgica, deveria ser o alvo natural da critica cristã e não o simbolo de exaltação. 

Contudo, o pior da  entrada de César Veras na Igreja foi a visível e desonesta dramatização, que até uma pessoa com problemas visuais pode perceber. Claramente ele resolveu espetacularizar o momento, fazendo pose para a lente marqueteira da câmera fotográfica, que foi descarregada nas redes sociais com uma legenda cuja mensagem sublinhar o engrandece e lhe coloca como suposto parceiro colaborador da  Igreja,  ou, no minimo, como mero negociante da questão religiosa:

- Na noite deste domingo (10), o Presidente da Câmara Municipal de Camocim, César Veras (PDT), esteve representando a referida instituição, na missa celebrada na Igreja Bom Jesus dos Navegantes, que deu início à Campanha da Fraternidade 2019, cujo tema é “Fraternidade e Políticas Públicas, serás libertado pelo direito e pela justiça”. Na ocasião estiveram presentes a Prefeita de Camocim Monica Aguiar (PDT), as vereadoras Lúcia Melo (PDT) e Iracilda Rodrigues (PDT), além do advogado Dr. Alencar Filho dentre muitos católicos.

Ora, a Missa não é um evento social equivalente a uma convenção politica ou uma conferência em que alguém participe representando sua instituição ou outros. A Missa é um ato de fé. As pessoas estão ali para celebrar a memória de Jesus, que morreu denunciando o sistema politico e religioso de sua época, bastante parecido com o atual momento que atravessa  Camocim e o Brasil, tendo César Veras  como um dos sujeito protagonista dessa, como diria Raul, "desnutrição" .

Ele (Veras) deveria ter ido a celebração para pedir perdão pelos seus pecados políticos e sociais, e se comprometer a ser um bom e honesto politico, coisa que ele não é, por mais que tente passar isso através de encenação teatral.

Carlos Jardel 

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