sábado, 9 de março de 2019

Diário do Nordeste - Granja reduz mortalidade infantil

Hospital Maternidade Dr.Vicente Arruda - Granja/CE
Com cerca de 53 mil habitantes, o município de Granja, na região Norte do Estado, comemora importante marca. Segundo recente levantamento do Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), houve redução significativa nos casos de mortalidade infantil.

De acordo com os dados, em 2017 foram registrados 31 óbitos infantis na cidade, já em 2018, esse número diminuiu mais da metade, com 14 óbitos listados. A rede municipal tem 16 unidades básicas de saúde, distribuídas na sede e distritos, além de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Segundo Valonia Siqueira, coordenadora da Atenção Básica de Granja, a média da cidade, na última década, era de 30 óbitos por ano. "Essa importante queda é o reflexo de uma ampla cobertura na saúde, somente alcançada integralmente nos dois últimos anos", pontua Valonia. Em 2013, por exemplo, esse índice de cobertura era de apenas 6%, com gradual aumento até os dados atuais, o qual se alcançou 100%.

"Hoje, temos 19 equipes de Saúde da Família, atendimento que contribui para esse crescimento", explica a coordenadora. Ela adianta que "também houve melhoria de nossa maternidade, o aumento de exames relacionados à gestação, além da instalação da Casa da Gestante, um espaço de apoio para quem não está em trabalho de parto, porém não tem como voltar para seu domicílio, e onde há atenção de um obstetra na prevenção de complicações. A atuação da intersetorialidade, que envolve profissionais da atenção primária e secundária, também tem sido bastante importante nesse processo", reforça.

Em relação à Macrorregião de Saúde de Sobral, da qual Granja faz parte, ocorreu uma redução de 21,2% na mortalidade, na última década. Entre 2017 e 2018, a TMI da Macro Sobral registrou a redução de 13,0% e 13,6%, respectivamente. Os dados desses dois anos são parciais, estando sujeitos à revisão, informou a Sesa, que atua conforme a regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS), o qual orienta o processo de descentralização das ações e serviços de saúde e os processos de negociação e pactuação entre os gestores.

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