sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Manifestantes protestam após prefeitura de Pacajus mudar estudantes de escola

Pais, responsáveis e estudantes protestaram, no final da tarde dessa quarta-feira, 26, contra decisão da prefeitura de Pacajus de mudar cerca de 600 alunos de escola. Gestores das unidades souberam dia antes do Natal, enquanto os pais dos estudantes foram avisados nessa quarta. Eles reclamam da distância dos novos locais de ensino e apontam falta de ônibus escolares para o deslocamento. A prefeitura afirma que os alunos foram retirados de prédios alugados e que o objetivo é preparar as unidades escolares para oferecerem ensino em tempo integral.

Ligada à Secretaria de Educação do Município, uma fonte, que prefere não ser identificada, afirmou ao O POVO Online que diretores souberam das mudanças em 24 de dezembro. Os profissionais tiveram de avisar, sem muitos detalhes, às famílias nesta quarta-feira, 27, durante a realização de matrículas nas instituições de ensino público da cidade.  A notícia repercutiu negativamente entre os responsáveis gerando manifestações contrárias na cidade. As alterações mexem com educandos do Ensino Infantil, Fundamental I e Fundamental II. 


Mãe de um aluno do Centro de Educação Integral (CEI) Pica-Pau Amarelo, Márcia Roque aponta a distância como um problema. “De onde a gente mora até o local que ele vai colocar os alunos é longe. E não tem transporte. Já pensou crianças de dois e três anos no sol escaldante indo pra escola? Vai ter muitas crianças doentes”. De acordo com a mulher, não foi garantido ônibus para realizar o transporte dos estudantes. O filho de Márcia vai ser realocado junto com outros 100 estudantes na Creche Raio de Luz. Há oito salas de aulas na instituição, cada uma comporta 25 alunos.

A fala de Márcia ecoa nas vozes de tantos outros pais e responsáveis na cidade. Mobilizados, alguns têm feito manifestações frente às escolas, queimando pneus, interditando vias, e expondo cartazes pedindo a manutenção dos prédios escolares. Para os familiares, as crianças são novas demais para se deslocar entre distâncias maiores. Boa parte dos estudantes residem próximo a atual unidade de ensino. Novas manifestações estão previstas. 

Prefeito da cidade, Bruno Figueiredo (PMB) afirma que os estudantes foram retirados da escola por conta das três novas unidades que serão entregues até julho do próximo ano. Outro fator é a ocupação das escolas em locais alugados. De acordo com ele, para não entregar os prédios arrendados no final do primeiro semestre, os alunos estão sendo remanejados para instalações da prefeitura temporariamente. Em alguns locais, Bruno pontua que serão necessários reformas estruturais e a construção de novas salas para comportar os novos usuários. 

Uma escola será entregue em abril, as outras duas em junho, afirma o prefeito. Segundo ele, até o final do primeiro semestre de 2019, os estudantes serão alocados nestes prédios, que devem oferecer ensino em tempo integral.  “Durante anos foi caindo o número de estudantes, e as escolas ficaram com salas a desocupadas. Nessas escolas onde eles vão, já tem sala desocupadas” , afirma. Para 2019, é esperado redução de 400 matriculados em relação a 2018. 

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