terça-feira, 25 de setembro de 2018

Organizadora do grupo “Mulheres contra Bolsonaro” é espancada

Uma das coordenadoras do movimento “Mulheres unidas contra Bolsonaro” foi agredida por dois homens ontem na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

Maria (O POVO omite o sobrenome a pedido da vítima) voltava para casa quando os agressores saíram de um carro estacionado a um quarteirão e a abordaram na porta.

Em seguida, desferiram socos no rosto e uma coronhada em Maria, de quem roubaram o telefone celular.

Filiada ao Psol e mãe de uma criança, Maria assessora o candidato a deputado estadual Sérgio Ricardo “Verde”.

Em conversa com o Blog Política, Ricardo afirmou que a correligionária “sofreu uma tocaia”.

“Estamos fazendo exame de corpo de delito agora”, acrescentou. “Ela ficou toda ensanguentada depois do ataque e ainda está muito abalada.”


De acordo com Ricardo, os dois homens usavam um veículo Meriva quando atacaram Maria.

“Ela caiu no chão depois dos socos e gritou por socorro”, narra. “Eles correram. E tinha um terceiro camarada num carro esperando.”

Coordenadora da campanha do candidato, Maria é, segundo o Psol, uma das lideranças do movimento “Mulheres unidas contra Bolsonaro”, que já conta com mais de 3 milhões de participantes em sua página no Facebook e tem protesto agendado contra o presidenciável no próximo dia 29/9.

Na última semana, o perfil do grupo foi hackeado e seu nome, alterado para “Mulheres a favor de Bolsonaro”, após ação de simpatizantes do militar, que lidera as pesquisas de intenção de voto até aqui.

O capitão da reserva está hospitalizado há quase dez dias depois de haver sofrido atentado a faca durante atividade de campanha em Juiz de Fora (MG).

Sérgio Ricardo conta ainda que, um dia antes da agressão a Maria, eles tiveram atrito com apoiadores de Bolsonaro no Rio.

“Estávamos panfletando numa feira e ocorreram dois conflitos com cabos eleitorais de Bolsonaro”, diz. “Estamos preocupados. Não quero fazer acusações, mas o nível de intolerância é grande.”

O candidato do Psol comparou o ato ao assassinato da vereadora Marielle Franco há quase seis meses, também no Rio. Marielle voltava para casa quando foi executada a tiros.

Um semestre depois, a polícia fluminense não identificou os assassinos de Marielle.

Por meio de nota divulgada nesta terça-feira, o Psol repudia “a agressão covarde” contra Maria e exige das autoridades “apuração e punição imediata contra os autores desse ato”.

A nota assegura ainda que o partido tem certeza de que as mulheres “não se intimidarão com mais agressão e farão do dia 29 um marco histórico contra o machismo e a intolerância”.

O POVO

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