quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O condenado por desviar recurso federal da prefeitura de Chaval diz que sua "maior obra é respeitar o povo"

Escutei, sem querer querendo, o áudio de alguns minutos do ex-prefeito de Chaval, Paulo Pacheco, que circula nas redes sociais da região. Acabei alimentando a certeza de que, indiscutivelmente, ele sofre de uma doença  que assola boa parte dos políticos brasileiros em estado de decadência existencial de suas respectivas figuras públicas: cinismo, amnésia seletiva - esquece apenas o que quer - e hipocrisia. Podemos sintetizar tudo isso empregando o termo: "mal caráter" ou, no mais escrachado, "cara de pau", sendo este último o que melhor pode se encaixar ao chefe da oligarquia chavalense em questão.

Paulo Pacheco é também um falastrão por vocação, além de ser corrupto, segundo a Justiça Federal,  através da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), e o Juiz federal Sérgio Norões, que o condenou na 18ª Vara Federal do Ceará, em 2012, por desvio de verba pública federal. Mesmo assim, com o currículo invejável por qualquer aspirante à corrupção, ele fez questão de frisar várias vezes em seu discurso, num comício para Sérgio Aguiar em Chaval, que tem "respeito pelo povo, que "isso é a coisa mais importante" e que sua "maior obra é respeitar o próximo".

Bom, não se sabe bem ao certo o que ele entende por "respeito ao próximo", afinal de contas, sua contextualização foi, como regra politica, parcial, incompleta e suspeita. Falou "pra galera", tão somente pra sua galera. Situação bem compreensível, dada as circunstâncias e a natureza do evento, que não  permite propaganda negativa de seu anfitrião, principalmente quando a questão diz respeito a captação de votos e a manutenção de sua massa eleitoral. Mas, vamos ao que interessa: 

- Paulo Pacheco, no percurso de uma vida pública, enquanto prefeito, provou que não tem esse tal "respeito ao povo" que diz ter. Um dos exemplos mais clássicos, para não citar outros,  ficou explicito em sua condenação à cadeia, no regime semiaberto, por desviar verba federal. -  E para quem não sabe; verba federal é  dinheiro do povo pobre e sofrido -. Sendo assim, a pergunta surge: desviar o dinheiro do povo tem o significado de " respeitar o povo?".

Ora, nem precisa de muito esforço mental para qualquer ser humano concluir que o ex-prefeito precisa ser urgentemente hospitalizado e com camisa de força, com prescrição médica que lhe proíba a reinserção na vida pública, pra assim fortalecer o que a própria Justiça Federal já lhe receitou como remédio: cadeia e a Lei da Ficha Suja.  

Somente a oligarquia que ele (Pacheco) comanda já lhe bastaria como definição de desrespeito. Pois, quem dela governou Chaval, apenas aumentou o lastro histórico de depreciação do patrimônio público. A Janaline, por triste exemplo, é prova disso: "vão ao menos estudar, bando de vagabundas" foi o que ela disse aos moradores simples de uma comunidade de Chaval. Quem lembra? A mesma foi denunciada pelo próprio sobrinho, o ex-prefeito Pacheco Neto, por ter deixado a prefeitura em estado critico financeiro e inadimplente com o Estado.

No entanto, seguindo o exemplo da Tia, Pacheco Neto também enfrenta vários processos na Justiça, por ter aumentado a herança de destruição da vida orgânica do Município.

No seu discurso, Paulo Pacheco, o PP, como muitos o chamam, falou inúmeras besteiras clássicas, sendo que uma delas, até então inédita aos ouvidos deste blogueiro, nos chamou a atenção ao ponto de recorrermos ao Dicionário Aurélio. Isso vamos tratar na próxima postagem.

Carlos Jardel

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