terça-feira, 28 de agosto de 2018

"Nossa polícia não estava preparada", diz Ciro em relação às facções no Ceará

Candidato à presidência do Brasil pelo PDT, Ciro Gomes afirmou que “não há propriamente um erro” na política de segurança pública do Ceará. Durante sabatina no Jornal Nacional nesta segunda-feira, 27, o presidenciável defendeu as medidas adotadas pelo governo de seu irmão Cid Gomes e chegou a declarar que uma das facções do Estado é formada por “abestados”.
  
Questionado sobre o aumento da violência urbana no Ceará durante o governo Cid (2007 a 2015), o candidato foi incisivo. “Não há propriamente um erro. O problema é que neste tempo chegaram as facções".
  
Ele justificou que o Estado virou “eixo de saída de drogas”, tornando-se alvo de grupos criminosos, cujas origens remontam ao Rio de Janeiro e São Paulo. Renata Vasconcellos, que apresenta o JN com William Bonner, chegou a afirmar que uma das facções de maior atuação em terras cearenses foi criada no próprio Estado.

  
“Mas todo o investimento em aparato policial foi feito. O susto é que nossa polícia não estava preparada”, declarou Ciro. O candidato explicou ainda que “a tradição” no Ceará para políticas de segurança é a melhoria no “aparato policial”. “Mas a questão da violência não é de responsabilidade apenas do governo estadual”, completou. 

Ciro disse que pretende convocar apoio de “metade” da Polícia Federal, “que hoje trabalha sentada grampeando papel”, acrescentou, assim como já fez em outras entrevistas.
  
Ele explicou que a facção “GDE (Guardiões do Estado) é cria do PCC (Primeiro Comando da Capital)” e ironizou: “GDE é a facção dos abestados”. “Nela tem um ‘bocado’ de jovens de 19, 20 anos perdendo a vida para atender aos comandos do PCC”, alegou.
  
Aparentemente irritado com a bancada de entrevistadores devido interrupções de sua fala, Ciro deixou escapar algumas "agulhadas". Quando Renata  pediu ao candidato que apresentasse suas propostas para a área, ele foi enfático: "Se você deixar, eu proponho”.
  
Outra mais forte, veio após a apresentadora dizer que "o problema da federalização das polícias é que ela nunca saiu do papel", vide governos anteriores. “Eu nunca fui presidente. Mas você vai ver quando for comigo”, rebateu o pedetista.

WANDERSON TRINDADE

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