terça-feira, 3 de julho de 2018

Festival junino de Camocim foi um show desorganização


O festival de quadrilhas juninas de Camocim, realizado pela prefeitura no último final de semana, foi um show de desorganização. O pior dos últimos anos. Uma verdadeira vitrine de incompetência, observada, inclusive, pela população regional, esta que vem oferecendo, a se considerar, generosa critica nas redes sociais, por constatar a brusca regressão em vários aspectos de um evento de tamanha envergadura cultural e de importância econômica. 

A decoração pobre do evento, de cara, já denunciava o nível do acontecimento, que se realizou, por exemplo, com som e palco de baixa qualidade e praticamente sem segurança - e não estamos nos referindo ao trabalho da PM que, apesar do pouco efetivo, cumpriu seu papel. Estamos nos referindo a precariedade da segurança particular, em que a prefeita não deu conta, deixando o público inseguro, vulnerável aos desentendimentos agressivos (brigas) por gargalos de garrafas de bebidas alcoólicas, que foram permitidas entrar no perímetro da festa justamente pela inexistência de um rigoroso e eficiente controle da entrada do público. Ou seja, no quesito segurança, fez falta uma portal com detector de metal e a'famosa abordagem nas figuras suspeitas, como acontece em Granja e em outras cidades que realizam eventos deste porte. 

Faltou também comunicação por parte da Secretaria da Cultura quanto aos horários de apresentação das bandas. Muitas pessoas perderam a apresentação da dupla Matheus e Kauan, logo na primeira noite. Eles foram  a primeira atração a  subir ao palco, às 22h30min, encerrando sua participação a meia noite. Fãs da dupla, principalmente das cidades vizinhas, que vieram nos transportes coletivos, não conseguiram assistir o show, pois a organização da festa não disponibilizou a ordem de apresentação das bandas, e na incerteza, considerando que os artistas nacionais são sempre os últimos, muita gente deixou pra chegar depois da meia noite. Desta forma quem foi ao festival para assistir Matheus e Kaun, teve que amargar a frustração, e se conformar com Carlos Jessé de Camocim, que aliás é um grande artista, talentoso, digno de aplausos, mas que já é uma atração corriqueira da cidade e região. Isso sem falar no intervalo infindável de mais de uma hora de uma atração para outra. 

A desorganização desagrada barraqueiros, vendedores ambulantes, comerciantes, donos de lanchonetes, bandas locais, donos de transporte coletivos etc.

A prefeita Monica Aguiar deveria considerar que os tempos mudaram e que já existe um novo padrão para a realização de eventos deste porte, determinado pela marcha da modernização, que surge oferecendo mais qualidade ao público, mas que requer honestidade, uma boa equipe articulada, competente, visionária, critica, interessada em oferecer o melhor para as pessoas. Requer uma gestão que não esteja preocupada em fazer nepotismo para agradar apenas seus familiares e um grupo de vagabundos e puxa-sacos.

Camocim não é mais a única cidade da região a promover grandes eventos. O público festeiro frequenta agora grandes festas na cidade vizinha, Granja,  e percebe a enorme diferença de uma para outra. Granja é hoje exemplo de organização, segurança, qualidade e grandes atrações.

Então, quem frequenta as festas realizadas pela prefeitura de Granja, naturalmente vai cobrar o mesmo padrão para Camocim.

Se a prefeita e seus capachos não fossem tão arrogantes, iriam aceitar as criticas e trabalhar para promover grandes eventos.

Confira algumas criticas das muitas que circula nas redes sociais



Carlos Jardel  

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