quinta-feira, 28 de junho de 2018

Para Ciro, Bolsonaro é 'fascista' e membros do MBL são delinquentes juvenis


Em busca de polarização com Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pela Presidência, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) não poupou críticas ao antigo companheiro de Câmara Federal durante entrevista à Rádio Jornal, na manhã desta quarta-feira (27). Para Ciro, Bolsonaro não é "homem suficiente" para comparecer aos debates que acontecem durante a pré-campanha. "Se ele fosse homem mesmo ele vinha pro debate. Ele não tem nada a dizer, é um despreparado, um tosco", disse.

Bolsonaro afirmou em vídeo divulgado na segunda-feira (25), por meio das redes sociais, que irá participar de todos os debates, desmentindo informações divulgadas na semana passada de que não comparecer aos embates com outros candidatos antes do primeiro turno fazia parte da sua estratégia de campanha. "Nos debates na televisão compareceremos a todos sim, podem ter certeza até porque estaremos levando propostas factíveis que vocês acreditam que podem ser atingidas", disse no vídeo.

 Em busca de apoio para sua campanha, Ciro cumpriu agenda com o governador Paulo Câmara (PSB). Ao fim do encontro, ele disse que ainda há tempo para amadurecer a possível aliança entre os socialistas e os pedetistas. "Nós temos um tempo para amadurecer. Há destinos graves que serão discutidos, o destino de Pernambuco, um dos Estados mais importantes do País, e o destino dessa pátria sofrida que é o Brasil. Nós temos que costurar isso além de outras questões", disse. 


MBL 

Ciro ainda foi questionado sobre sua polêmica declaração quando chamou o vereador de SP Fernando Holiday, ligado ao MBL, de 'capitãozinho do mato' na última semana. Holiday classificou a fala do pedestista como racista e afirmou que vai processar o ex-ministro.

"O Brasil é o mais atrasado a abolir a escravidão. Este garoto (Holiday), é do DEM e é um Capitão do Mato e quem diz isso é quem defende os negros, ele entrou na vereança e a primeira lei dele foi acabar com o dia da Consciência Negra, um dia em que todo o País é chamado para refletir essa chaga que ainda está aí, a maioria da população carcerária é de negro, as vítimas da violência em sua maioria são negros. Ele propôs acabar com as cotas, é uma denúncia contra uma pessoa que tendo a obrigação de defender o fim da descriminação, faz o oposto, e esse era o trabalho do capitão do mato. Daí eles inventam, esse MBL é campeão de molecagem, são delinquentes juvenis", disparou. 

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