segunda-feira, 9 de abril de 2018

A prefeita tem culpa, mas não é a culpa que os imbecis e fanáticos lhe atribuem

Estou opinando sobre a fatalidade ocorrido no Pier de Camocim, na tarde desta segunda-feira (09), mas, antes que a mundice tagarela e protecionista do "lado A e do lado B" comece a despejar conotação politiqueira relacionada a minha critica, como de costume, digo: não foi a prefeita que empurrou o garoto e nem tão pouco ela ordenou afogamento algum. Apenas os idiotas querem crer nisso. Eu não! Pelo contrário; defendo que não se pode jogar pedras na prefeita atribuindo-lhe a intencionalidade do infortúnio da forma irresponsável como tenho visto nas redes sociais, por certos desalmados que agem como abutres na carniça. Estamos diante de uma fatalidade, uma fatalidade anunciada, prevista, mas, inquestionavelmente, uma fatalidade! A prefeita não amanheceu hoje dizendo: vou afogar um garoto no pier! Não e não!

A tese da culpa - e é bom que se diga: existe culpa! - consiste no exercício funcional do cargo que ele ocupa: prefeito. Ela é gestora da vida orgânica da cidade, administradora maior de todos os serviços e politicas públicas existentes no Município. Dentre elas, a que se relaciona com a tragédia em questão: segurança pública, ou melhor: falta de segurança pública! Vejamos:

Desde que ocorrera o primeiro acidente, ensaio de tragédia, e bem antes, quando anunciamos e questionamos a exoneração dos bombeiros civis, que estamos alertando publicamente sobre os riscos de uma fatalidade, que infelizmente ocorreu na tarde de hoje com um adolescente de 13 anos. O assunto foi discutido amplamente nas centenas de grupos virtuais e, principalmente, no parlamento municipal, com propostas para a prefeita agir e evitar o que já se previa pela natureza da questão, porém, a prefeita não deu a devida importância ao problema e muito menos ao apelo popular. resumindo: não foi por falta de aviso! E se não foi por falta de aviso, só pode ter sido por pura incompetência da prefeita ( descarto maldade).

Outro fato, que merece menção, diz respeito aos partidários da prefeita nas redes sociais, que sempre trataram a critica - e o critico aqui - pelo viés da burrice, diminuindo a importância da critica para defender a imagem da gestora. Eis o erro grotesco: defender o erro da Gestora ao invés de preservar o interesse público. - a Roselena sempre levanta este questionamento. É o tipo da atitude que não ajuda a prefeita e só atrapalha sua gestão.

De volta ao X da questão: é indiscutível o fato de que a existência de salva-vidas no Pier é indispensável. Estes profissionais ajudam a prevenir afogamentos e ajudam a salvar vidas. Fatalidades são fatalidades, mas, da mesma forma que podem ser previstas, podem ser prevenidas.

Os Bombeiros Civis de Camocim, que tiverem contratos cancelados pela prefeita Monica, estão fazendo falta no referido local,  que virou  um dos principais atrativos da cidade, um cartão postal que passou a  carecer urgentemente de guarnição profissional devido a intensa frequência de pessoas, moradores e turistas, que por lá passa para tirar uma simples foto e postar nas redes sociais, para embarcarem e desembarcarem nas lanchas de destino diário para as comunidades situadas do outro lado do Rio, bem como banhistas da Ilha do Amor e aventureiros imprudentes, e até mesmo pessoas embriagadas que costumam se aproximar do equipamento.

E agora?

Provavelmente a prefeita deverá ordenar - não me pergunte como - a segurança no Pier. Caso não faça deverá pagar mais caro ainda com o desgaste de seu governo, arrodeado de paspalhos inservíveis.

Carlos Jardel

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