sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Sobre os decretos: colocaram o Peixe num rabo de foguete!

Administrar a prefeitura de Camocim, nestas circunstâncias, é uma bomba! A prefeita, o deputado e todos os assessores mais próximos do Governo sabem disso. Nestas alturas do campeonato, quem vier a sentar, caindo de paraquedas, no trono do rei, ou da rainha, vai descobrir que não é uma tarefa fácil lidar com a burocracia inerente da máquina pública, principalmente quando os abutres ficam sobrevoando de plantão os cofres públicos, aguardando um movimento traiçoeiro para surrupiar o suor sagrado do povo de Camocim. Além do mais,  o padrão de governabilidade instituído pelo Papudo é bastante rigoroso,  no sentido de que apenas ele governa, bem ou mal, no caso: muito mal! Ele não oferece margens para "seu ninguém" estabelecer qualquer relação de autonomia à frente da prefeitura, principalmente em caráter provisório, como é o caso do vice-prefeito Chiquinho do Peixe. Se não for do "jeito papudo de governar",  não serve. Logo quem ousar a caminhar fora deste padrão, em busca de algo mais decente, receberá punição exemplar e até mesmo a expulsão do grupo, ou na melhor da pior; será confinado ao ostracismo politico.   

O Chiquinho do Peixe, que apesar de ser semi-analfabeto, não é burro, e com  toda sua clara e nítida limitação, já deve ter percebido tudo isso. Inclusive já deve ter "se tocado" que os dois decretos que ele assinou recentemente  foi um verdadeiro "rabo de foguete", uma proposital "queimação de filme".  Então vejamos: porque o secretário da Gestão Administrativa não assinou os decretos, já que o mesmo, para este caso, tem poder de caneta? A prefeita Monica, "sabidinha do jeito que é",  teria assinado estes decretos? A resposta é NÃO! Assinar qualquer documento polêmico que trate da questão salarial dos servidores públicos é sempre muito complicado, pois, para além do mero fator administrativo, é também uma questão politica, que pode ser incisiva na arquitetura de votos. Isso quando se considera o servidor  enquanto, também, eleitor da prefeita. É um pecado mortal desagradar eleitores! 

Para todos os efeitos, o Chiquinho do Peixe foi quem decretou o atraso do salário dos servidores . Não foi a bondosa prefeita Monica e nem seu esposo Sérgio. É a assinatura do Peixe que consta no documento. Esta foi a maneira prática de resguardar a imagem da prefeita Monica, diante de uma situação insustentável, do ponto de vista técnico, de uma vez que  todo o cenário já vinha sinalizando para a possibilidade de atraso no pagamento dos salários dos servidores municipais. 

E agora?

O Peixe deve ficar com os olhos bem abertos antes de assinar qualquer documento que venha lhe comprometer.

Carlos Jardel 

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