quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Projeto que reduz quatro dias de pena a cada livro lido chega a mais sete unidades prisionais do Ceará

O programa de incentivo à leitura para internos do sistema penitenciário do Ceará, Livro Aberto, será ampliado para mais sete unidades prisionais. Conforme a Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará (Sejus), o projeto já entregou 737 atestados de remições desde março de 2016. Internos precisam de nota igual ou superior a seis nas avaliações de leitura realizadas pela Secretaria de Educação do Estado (Seduc). São quatro dias a menos de pena a cada livro lido.

Entram no projeto a Unidade Prisional Agente Luciano Andrade Lima, Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL II), Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor José Jucá Neto (CPPL III), Instituto Penal Professor Olavo Oliveira II (IPPOO II), no município de Itaitinga, a Unidade Prisional Francisco Adalberto Barros Leal, em Caucaia, a Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba, e a Penitenciária Industrial Regional de Sobral.

De acordo com a coordenadora de Inclusão Social do Preso e do Egresso da Secretaria da Justiça e Cidadania (Cepis/Sejus), Cristiane Gadelha, a meta é chegar a 200 internos inscritos por mês em cada unidade. "Além de incentivar a leitura, o nosso intuito é que esses internos possam também remir a sua pena. E que bom se for por meio de algo prazeroso, como a leitura", afirma.

A Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, Casa de Privação Provisória de Liberdade Agente Elias Alves da Silva (CPPL IV), Cadeia Pública de Maracanaú e ao Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Pontes já faziam parte do Livro Aberto. 

Ao todo, 12 unidades prisionais disponibilizam os livros com a oportunidade de remição de pena. A última avaliação da Sejus aponta que 1.048 internos participam da iniciativa.

Redação O POVO Online

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