terça-feira, 21 de novembro de 2017

No Maceió, Sutran agiu da forma correta. Errou quem disse: "farofeiros!"

A polêmica ocorrida na Praia do Maceió, em Camocim, no último final de semana, tem proporcionado uma discussão saudável e produzido bons comentários. É certo que alguns idiotas aproveitam a discussão com posições extremistas, reducionistas e absolutas, incapazes de aceitar ou entender do que realmente se trata a questão e o que ela sugere de melhor ou de pior. E pelos vídeos publicados, por um dos motoristas do Piauí, é possível perceber a ação correta dos agentes da Sutran, tentando reordenar o trânsito ilegal no perímetro proibido, e recebendo por isso a indiferença dos motoristas inconformados. Porém é bom salientar que existe um dedo de razão na insatisfação dos motoristas, não pela ação dos agentes no cumprimento de seus deveres, mas pela reivindicação contida nos reclames: um local  de apoio com o minimo de infraestrutura para atender estes trabalhadores do volante. Se em outros praias, em outras cidades, este certo conforto não existe, isso não significa dizer que em Camocim não possa vir a ter. Também não é pelo simples fato desta infraestrutura não existir, que  os motoristas tenham o direito de transgredir as normas estabelecidas. Eles, indiscutivelmente, erraram!

Na mesma linha do pode e não pode, do certo e do errado, errou o guarda de trânsito que perdeu a postura e deflagrou a seguinte frase preconceituosa: " a Vila do Maceió não depende de farofeiros, e que o povo do Piauí nem dinheiro tem”. Ora, por mais que o agente tenha sido afrontado, e até mesmo xingado, sua função não lhe permite baixar o nível do comportamento para  tratar quem quer que seja de  forma discriminatória. Com a afirmativa depreciativa, correu-se o risco de uma situação ainda muito pior, levando para as vias de fato. Num momento de tensão, um legitimo representante da municipalidade não pode jogar "gasolina no fogo". Sua função é tentar apaziguar o máximo possível. Esgotada todas as possibilidades de diálogo o caminho seria utilizar o que lhes confere a lei.

Carlos Jardel

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