segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Agente Penitenciário: esquema de fraude em concurso teria envolvimento de policiais

Pelo menos 26 pessoas foram detidas por suspeita de participação em um esquema que tinha como objetivo a aprovação no concurso estadual para o cargo de agente penitenciário do Ceará. O POVO apurou que a fraude envolve policiais. O grupo já vinha sendo investigado pelos órgãos de inteligência da Segurança Pública e do Ministério Público do Ceará. Todos foram capturados, na tarde de ontem, durante a aplicação da prova.

Os suspeitos foram conduzidos para a sede da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), no bairro Aeroporto. Até o fechamento desta matéria, eles continuavam sendo ouvidos. Titular da unidade, o delegado Harley Filho não deu detalhes da operação e informou que uma entrevista coletiva deverá ser realizada ainda hoje.

O POVO apurou, porém, que os suspeitos estariam utilizando dispositivos eletrônicos durante o exame. Alguns equipamentos foram recolhidos. Fontes que pediram para não serem identificadas asseguraram a participação de policiais no esquema, mas não especificaram se os suspeitos seriam da Polícia Militar ou da Civil. Elas adiantaram, contudo, que o caso será remetido também à Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD).

Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) confirmou a operação, mas também não entrou em detalhes. A pasta reiterou que mais informações seriam repassadas somente hoje.

Em nota, a SSPDS adiantou somente que a ação envolveu equipes da Coordenadoria de Inteligência (Coin), da Polícia Civil — através da Draco —, de agentes penitenciários da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Ceará (MPCE).

No momento em que O POVO esteve na delegacia, durante a noite, a movimentação era intensa. Além dos suspeitos, muitos advogados e familiares dos detidos aguardavam por informações ou pelo desfecho da situação. Contudo, eles se recusaram a falar sobre o caso. A Polícia não informou quantas pessoas permaneceram presas.

O POVO

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