terça-feira, 15 de agosto de 2017

MENOS, VEREADOR RICARDO. POLITICA NÃO: POLITICAGEM, SIM!


Lamento vereador Ricardo, mas a politica a qual você se refere é a politica que se escreve com P minúsculo e não é politica, é politicagem. E vossa excelência  tem recebido criticas por que evidenciou isso numa rapidez inescrupulosamente fenomenal. E não é pelo fato de que esta prática absurda tenha se convencionado Brasil à fora como politica, que ela seja. Obviamente precisamos ter clareza de como funciona as duas, para não fazermos confusões e emitirmos para a população sensações do errado como se fossem sinônimos de retidão. Em síntese, a politicagem trata necessariamente do jogo de pessoas pelo poder. E neste jogo vale tudo, sendo que a  única regra é não ter regras, e mentir, subornar, usar as instituições em beneficio próprio, golpear, negociar pessoas e seus respectivos votos como se fossem mercadorias, negociar cargos públicos, cassar desonestamente adversários, apadrinhar bandidos em funções estratégicas, fraudar licitações, e até mesmo assassinar pessoas, são jogadas de manutenção do poder. Já  a politica, a boa politica, conhecida como  ciência da governança,  caminha exatamente no contrário da politicagem. E mesmo que as duas tenham semelhança, sobretudo no que diz respeito ao ato de compatibilizar  interesses, a politica é sublime por que tem como principio o bem da coletividade. E o interesse do bom politico é fazer com que o poder seja do povo. O  bom politico representa o povo e sua força. Não é a toa que o artigo primeiro da Constituição Federal diz: “todo o poder emana do povo”. Mas na politicagem o poder é exclusivamente do politico e de seus assemelhados. E uma prática que bem retrata esta questão em Camocim é a manutenção da Oligarquia Aguiar no poder municipal, há décadas governando a cidade no estilo dinastia – faraônica.  O próprio vereador Ricardo já criticou isso. Mas foi exatamente a este projeto politico criminoso que o mesmo se aliou, fazendo questão de deixar claro “por uma questão de sobrevivência politica”. Neste caso, fica provado que o politico precisa dos conchavos escusos para sobreviver, e não necessariamente do emponderamento popular, sendo que a este último, como consideração, restou-lhe o amargo da traição.

Os eleitores do Ricardo, como bem disse o vereador Marcos Coelho, votaram nele com o único intuito de que ele os representassem democraticamente, aprovando projetos e leis em beneficio do povo e, também, fazendo oposição a Oligarquia Aguiar, e não para traí-los ideologicamente. Sim, foi isso que Ricardo fez perfeitamente; traição! E, por mais que tente provar o contrário, não existe justificativa capaz de fazer com que esta compreensão penetre como algo saudável nas veias da sociedade.

Mas, diante de tudo, temos algumas questões: o vereador não pode mudar de opinião? Pode, mas diante das circunstâncias, pelo o que o mesmo afirmou nas entrelinhas, ele não mudou de opinião, ele suprimiu sua opinião e se curvou a interesse particular.  O vereador continua com a opinião, mas o  interesse por estar no poder gritou mais alto, e quando o interesse pelo poder fala mais alto, se engole tudo, inclusive a própria honra. 

Carlos Jardel 

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