quinta-feira, 6 de julho de 2017

A LÓGICA DO DESEMPREGO EM CAMOCIM


Este é um assunto que não consta na ordem dos dias e dos tempos do legislativo municipal e nem mesmo na intenção do Gabinete da Prefeita. É a dimensão politica que teoricamente, executada, demandaria positivamente na organização da sociedade. Teria incidência produtiva  na vida e no cotidiano das pessoas, ajudando a amenizar algumas patologias sociais. Mas não é isso que temos na condição existencial das nossas respectivas estruturas de governo politico. O que temos, para além de fartas atitudes de incompetência  e de má fé, nestas duas esferas de governo - legislativo e executivo -,é a predominância  da politicagem atingindo altos estágios, recaindo como insuportáveis fardos nas costas dos camocinenses. A fotografia mais legitima dessa realidade encontra-se nos tribunais da Justiça,  incorporada no polêmico processo do "concurso público da prefeitura de Camocim", em que a gestora nega com "unhas e dentes" a possibilidade de empregar dignidade à vida de uma pequena parcela da população desempregada , que tem o direito constitucional garantido em seu favor. 

Quanto sofrimento ocasionado por puro capricho da politicagem?  Isso é grave! 

Por outro lado, não menos dolorido, podemos imaginar a promessa que a senhora prefeita de Camocim e o deputado Sérgio Aguiar, junto com o ex-governador Cid Gomes e o atual Governador Camilo Santana, fizeram publicamente, garantindo a instalação de um estaleiro aqui na cidade. Quantas pessoas se deixaram enganar por esta promessa, que foi feita de palanque em palanque, a cada dois anos sendo renovada? Quantas pessoas desempregadas, homens, mulheres e jovens, depositaram nas urnas o sonho de conseguir um emprego neste empreendimento tão bem prometido e muito bem divulgado nas redes sociais e nos principais jornais de circulação do Estado do Ceará? E quanta indiferença a tudo isso, por parte dos nossos governantes locais?

Vamos aos três fatos: 

1- A cobrança aqui não é de graça. É embasada no plano de governo da própria gestora municipal, que estabeleceu criar uma politica de incentivos para atrair fábricas e outros empreendimentos para a cidade. 

Pergunta: isso aconteceu? resposta: não! 

2- A cobrança também se sustenta no potencial turístico de Camocim e na Pesca, ambos  sem nenhum impulso político capaz de movimentá-los com rapidez e eficiência. 

Pergunta: isso existe? resposta: não! 

3-  Consta no município a existência, mesmo que pífia,  de uma  secretaria chamada de  " turismo e desenvolvimento econômico". 

Pergunta: funciona, isso? resposta: não! 

O reflexo da inoperância deste tripé é sentido na reclamação dos barraqueiros das praias de Camocim, das agências de turismo da cidade e no discurso de lamentação dos bugueiros  e dos demais agentes do turismo local. 

Podemos encontrar a deficiência do governo, na reflexão feita por centenas de jovens que estão indo embora de Camocim abanando seus diplomas e certificados de cursos técnicos e superior, na tentativa de conseguirem emprego em outras cidades , em outras regiões do Brasil, e até mesmo fora dele. 

A falta de uma politica voltada para o incentivo de geração de emprego e renda está no dia a dia,  na boca de proprietários  de grandes e pequenos comércios na cidade ( mesmo que eles neguem). 

E qual tem sido o grande serviço prestado por nossos políticos para ajudar a melhorar a vida da população? 

Imagine: por exemplo, em determinadas e importantes secretarias, a prefeita empregou alguns de seus amigos políticos, ex-vereadores derrotados, semi-analfabetos, para gerir o processo...Por ai você pode tirara suas conclusões. 

Quanto aos nossos vereadores, estes NADA conseguem fazer de tão útil neste sentido, apenas apresentam propostas de projetos alegóricos ou para entreter a massa. Nada mais além disso... E nas sessões legislativas,  ganham ponto os quem entram mudo e saem calado. 

Enquanto isso eu vou lembrando do querido radialista Inácio Santos, que finalizava seu programa na antiga Rádio União  citando Max  Weber: " o trabalho enobrece o homem".

Carlos Jardel

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