sexta-feira, 19 de agosto de 2016

CEARENSE DE ESCOLA PÚBLICA APRESENTA PROJETO DE ECOMUSEU NA CHINA

A estudante cearense Conceição Soares, de 17 anos, da escola estadual Menezes Pimentel, em Pacoti, no Ceará, será uma das representantes brasileiras que vai participar, pela primeira vez, na "Be the Change Conference", conferência mundial do Design for Changeque, que ocorre em Pequim, na China, em dezembro. A jovem vai apresentar um projeto de Ecomuseu desenvolvido por estudantes para pesquisa da fauna e flora da região do Maciço de Baturité.

A conferência reúne crianças e jovens que desenvolvem projetos de protagonismo social ao redor do mundo. O reconhecimento do projeto - que tem menos de dois anos, com premiações nacionais e internacionais, nasceu a partir da construção do primeiro do espaço  que armazena pesquisas e elementos sobre Mata Atlântica em pleno sertão cearense.

Além da estudante, o educador responsável pelo projeto, Levi Jucá, também participará do encontro. "Acredito que esse alcance que tivemos deve-se à própria inovação da proposta. Apesar dos poucos recursos, praticamente zero, formamos uma rede de parceiros locais e conseguimos mobilizar a sociedade para criamos o espaço. O nosso objetivo agora é multiplicar essa metodologia para outros educadores", afirma.

Outras iniciativas

O país também será representado por alunos da Bahia. No estado, eles desenvolveram um Grupo de Apoios e Conselhos (GAC), criado para reduzir os furtos dentro da escola e combater o clima de desconfiança entre os estudantes. Após a criação do grupo, o número de ocorrências escolares foi zerado e os alunos criaram um vínculo de empatia entre si, modificando por completo a convivência no ambiente escolar.

Ecomuseu de Pacoti

O projeto foi criado em setembro de 2014. Conforme o idealizador, Levi Jucá, a inspiração nasceu ainda durante sua graduação no curso de história, quando soube da expedição das borboletas, feita em 1859, no Ceará, quando imperador decidiu explorar a fauna e flora cearense. "O Ecomuseu seria uma releitura dessa expedição, em que os moradores locais redescobriam a cidade, a história e a riqueza do nosso bioma", destaca.

"Entendemos que a escola não precisa se resumir as paredes da sala de aula. Inclusive o Museu não se limita ao espaço que reservamos. A cidade, em si, é considerada o museu aberto", afirma o educador.
O projeto foi financiado por meio de campanha na internet e ganhou recursos após duas premiações: Desafio Criativos da Escola e IberMuseu. Com o montante, o projeto consegiu construir uma sede própria e adquirir outros equipamentos necessários para as pesquisas.

O Ecomuseu é uma das iniciativas selecionadas na primeira edição do Desafio Criativos da Escola, do Instituto Alana, representante da conferência no Brasil. Além disso, ficou em primeiro lugar no prêmio internacional Ibermuseu.

G1 CE

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