segunda-feira, 18 de julho de 2016

LIDERANÇA DE LULA EM PESQUISA DATAFOLHA É LEMBRANÇA DE SUA GESTÃO

Pesquisa Datafolha publicada no último sábado, 16, pelo jornal Folha de S. Paulo, aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto para a disputa presidencial em 2018, variando entre 21% e 22%.Na contramão do bom índice apresentado pelo petista, o percentual de rejeição também é o maior entre os possíveis postulantes ao cargo, chega a 46%.

Para a cientista política da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Dulce Pandolfi, o alto índice de preferência da população brasileira por Lula está ligado consequentemente à lembrança dos seus oito anos de governo, entre 2003 e 2010.

“Eu acho que de fato a gestão de Lula foi muito marcante na história desse País, foi um momento de inflexão na história por vários motivos”, diz a pesquisadora.


Com o mundo vivendo outra realidade econômica, Pandolfi cita pontos como a melhoria na qualidade de vida do brasileiro, aumento real do salário mínimo, maior número de vagas em universidades, a inserção do Brasil no protagonismo político internacional, entre outros.

Dulce avalia que a gestão do petista desagradou vários setores da sociedade também, o que explica o alto índice de rejeição.

“Muita gente não quer o retorno do Lula. Há uma polarização muito grande no momento atual da política brasileira”, avalia.

Rejeição

O alto índice de rejeição do ex-presidente praticamente inviabilizaria ser retorno ao cargo caso as eleições presidenciais fossem realizadas hoje. 
Apesar da liderança no primeiro turno, inclusive com aumento da vantagem para o restante dos adversários, o petista seria derrotado em todos os cenários de simulações de segundo turno.

Contra apenas um candidato, Lula perderia para o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o percentual seria o mesmo: 38% contra 36%.

Em um eventual segundo turno contra o atual ministro das Relações Exteriores, José Serra, o tucano teria 40% de votos e Lula, 35%. A maior derrota do ex-presidente, no entanto, seria para a ex-candidata à presidência Marina Silva (Rede): ela teria 44% e ele, 32%.

Marina também venceria no segundo turno Aécio (46% contra 28%), Alckmin (47% contra 27%) e Serra (46% contra 30%). O Datafolha ouviu 2.792 eleitores em 171 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. (com agências de notícias)

 As tendências para 2018

Apesar de liderar todos os cenários do Datafolha, sendo o único nome que cresceu, na comparação com as pesquisas anteriores, Lula obtém o maior índice de rejeição, que pode comprometer suas pretensões.

Antes liderando todos os levantamentos feitos pelos principais institutos de pesquisas do País, a ex-senadora Marina Silva foi a que mais caiu nos índices de intenção de voto. A ex-ministra mostra dificuldade de recuperação.

Após quase derrotar Dilma nas eleições de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) viu seu nome aparecer em várias delações premiadas em acusações de irregularidades nas campanhas eleitorais. Seus índices caem sem trégua.

Michel Temer, presidindo interinamente o País, afirmou a aliados que não deve concorrer em 2018. O instituto traz o peemedebista com índice entre 5% e 6%. O baixo desempenho não deve animar o partido a bancar a candidatura.

A representação maior da direita brasileira na política atual, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) mantém os índices apresentados desde o início dos levantamentos, variando dentro da margem de erro da pesquisa.

O ex-governador Ciro Gomes (PDT) mudou de partido e tem feito viagens pelo Brasil discutindo política em palestras e eventos partidários. Seus índices, semelhantes aos de Bolsonaro, se mantém estáveis na margem de erro.

Assim como Aécio, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem visto seus números desidratarem nos últimos levantamentos feitos pelos institutos de pesquisa.O ex-candidato à presidência não mostra poder de recuperação.

Ex-candidato à presidente por duas vezes, o ministro José Serra (PSDB) não só tem perdido apoio popular, como os índices mostram, mas como apoio interno do partido. Entre os tucanos, é que o que tem o percentual menor.
O Povo

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