quinta-feira, 14 de julho de 2016

APEOC COBRA PROMESSA DA PREFEITA MÔNICA ( MAIS UMA)

Política de prevenção ao 
adoecimento dos trabalhadores em educação. Nada feito! 

O contato rotineiro com trabalhadores da educação de Camocim tem nos levado a identificar o crescente número de profissionais acometidos por doenças laborais, tanto de natureza física como emocional. Dentre as causas do sofrimento, está a superlotação das salas de aula, as rotineiras cobranças por resultados frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos, sem que se dê o devido suporte ao docente, e a jornada de trabalho excessiva. Tais causas geram problemas como cansaço, nervosismo, lesões físicas, problemas da voz e estresse, etc.

O tempo passa e pouca coisa muda. Pelo contrário, até piora, em decorrência da intensificação do ritmo de trabalho e do maior nível de exigência junto às unidades escolares. Com o aumento de casos de adoecimento, há aqueles que jogam a responsabilidade somente para o trabalhador, acusando-o de não querer trabalhar ou de não tomar os devidos cuidados com a própria saúde. Como saída, os processos de readaptação nem sempre procuram valorizar outras capacidades do trabalhador, obrigando-o, em alguns casos, a ser encaminhado para a Previdência Social, o que implica prejuízo salarial para o servidor, além de afetar a própria estima. Sem falar que o governo ainda precisa contratar outros profissionais gerando mais despesa ao município e que muitas das vezes compromete a qualidade na prestação dos serviços.

A Comissão Municipal do Sindicato APEOC vem cobrar da Prefeita Monica Aguiar compromisso assumido em setembro/2012, de atender integralmente a demanda por melhoria das condições de trabalho dos servidores visando à prevenção de doenças laborais. Porém, passados aproximadamente 4 anos quase nada foi feito.  Faz-se necessário que o Município de Camocim implante urgentemente uma política de prevenção ao adoecimento dos servidores da educação, contando-se com o apoio de profissionais como: educador físico, psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, etc. Como o município dispõe desses profissionais em seus quadros, a atuação evitaria onerar o governo e ainda ajudaria as unidades escolares, a fim de reduzir os casos de adoecimento, licença e readaptação promovendo, por conseguinte, o bem estar dos trabalhadores para ofertar serviço de qualidade a população.

A saúde do profissional de educação passa pela visão sensível dos gestores e tem que ser pauta prioritária, numa clara transição do real para o necessário.

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