quarta-feira, 15 de junho de 2016

PRESOS PROMOVEM 'BAILE DAS FAVELAS' NO PRESÍDIO E POSTAM VÍDEO CONSUMINDO DROGAS E BEBIDAS DURANTE A FARRA





Ao som de músicas em alto volume do cantor cearense “Wesley Safadão” e outras bandas  forró e funk, bandidos recolhidos no Presídio do Carrapicho, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), realizaram o “Baile das Favelas” no último fim de semana, em mais uma demonstração clara do total descontrole que reina no Sistema Penitenciário do Estado do Ceará.

Embalados por drogas como maconha e crack, além de muita bebida alcoólica, os presos daquela unidade carcerária ainda gravaram tudo em seus celulares e postaram as imagens nas redes sociais.

Nos vídeos é possível claramente observar como está o estado de desorganização e indisciplina dentro do presídio. Depois de várias rebeliões e fugas, o Presídio do Carrapicho tornou-se uma “Terra de Ninguém”. Nem mesmo os agentes penitenciários que atuam na guarda interna conseguem entrar nas galerias e vivências. Todas as grades de todas as celas foram arrancadas. Não há mais tranca noturna. Há meses, os presidiários podem circular por onde quiserem e à qualquer hora.

Gangues e favelas

O “Baile das Favelas” aconteceu sem qualquer medida disciplinar da Secretaria da Justiça. Seriam integrantes de várias gangues e quadrilhas oriundas de vários bairros da Capital, como o  Pirambu. Os presos não se intimidaram e consumiram drogas e bebidas diante das câmeras dos celulares e fizeram questão de postar na internet os lances da farra.

A bagunça geral na qual se transformou a administração dos presídios cearenses vem desafiando as autoridades e desqualificando as atitudes do governo estadual, que chegou a pedir a ajuda da Força Nacional de Segurança (FNS) após a mega rebelião que deixou presídios destruídos e 18 mortos entre os dias 21 e 22 de maio passado.

A divulgação das imagens da farra  também viraram um “balde de água fria” para a Sejus que, ainda ontem anunciou a aquisição de quatro aparelhos scanners que serão instalados em quatro unidades do Sistema Penal. Os equipamentos permitem identificar a presença de objetos metálicos -  ilícitos nos presídios - como armas e celulares,  nas visitas e presos quando estes adentram nas cadeias. O valor total do investimento foi de R$ 25 milhões.

No entanto, em presídios que já possuem os scanners, a entrada de celulares e drogas continua acontecendo sem trégua.
  
Por FERNANDO RIBEIRO 
via ceará News

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