terça-feira, 21 de junho de 2016

CIRO TENTA SER TERCEIRA VIA PARA 2018, MAS É VISTO COMO 'CABRITINHA DE LULA' POR IMPRENSA NACIONAL

O ex-ministro Ciro Gomes está disposto a emplacar como candidato da esquerda à presidência em 2018. Para isso, vem atacando com palavrões e correndo o País para marcar presença em todo e qualquer evento possível, visando a ganhar visibilidade para os ataques ao ex-presidente Lula (PT) e ao PMDB, em especial, ao presidente interino Michel Temer (PMDB).

Ciro tenta passar a imagem de líder da esquerda, um coronel "cabra macho" para cair nas graças do povo e ser visto como uma possibilidade para 2018. O ex-ministro tenta se consolidar como uma terceira via, ataca Lula, afirma que o petista é o principal culpado pela crise política do PT por ter mantido o mesmo esquema de coalização do PSDB, e redime Dilma e o PT frente ao "golpe" e à crise econômica.

Além de si próprio, o principal problema de Ciro é Lula. Lula é popular justamente no público que Ciro quer conquistar, e, frente ao ex-presidente, Ciro é uma "cabritinha", como disse o jornalista Guilherme Macalossi, do Sul.Connection, no artigo Notas sobre Ciro Gomes, o cabra macho que gosta de bancar a cabritinha do Lula.


Apesar de usar toda a retórica e tentar se vender como um esquerdista, Ciro é um coronel de trajetória política extremamente questionável. Começou a carreira no PDS, filhote da ditadura, e trocou sete vezes de partido, sempre buscando se beneficiar do cenário político da época.

"É engraçado ver o Ciro Gomes sendo urdido por parte da esquerda como seu pré-candidato a presidente em 2018. Ciro não é de esquerda, é só um coronel oportunista que se adapta ao discurso de quem lhe abre os braços", afirma Macalossi.

Ciro acredita que as delações do ex-presidente da Transpetro e dos filhos serão o suficiente para ferir de morte o governo Temer. Por outro lado, não acredita que o PT, Lula ou Dilma conseguirão sair ilesos do desenrolar da Lava Jato, criando um espaço para a sua candidatura.

Porém as investigações começam a cercar o irmão e ex-governador do Ceará, Cid Gomes, e, caso Dilma sofra o impeachment no Senado, a influência dos Ferreira Gomes seria severamente reduzida em dois anos de gestão Temer.

Ceará News

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